quinta-feira, 14 de julho de 2016

Proibido fotografar



Esses dias eu estava conversando com o meu marido sobre a questão da originalidade e da criatividade.
Já falei algumas vezes sobre isso aqui, mas tenho mais conteúdo sobre esse assunto e sempre surgem mais coisas.
Pois bem, a conversa girava em torno do fato de que às vezes eu crio ou elaboro uma peça a partir de uma ideia minha ou que a cliente mandou. Sem foto, só a ideia, baseada num trabalho meu.
Posto na internet, tem um impacto significativo, bastante pessoas perguntando sobre aquele produto.
Mas pra minha surpresa, nem termino de fechar encomendas direito e quando vejo um monte de gente já tá fazendo igual.

Hoje, tem muita gente no YouTube ensinando a fazer peças artesanais e tem muita gente legal pra gente se inspirar. Mas no ramo do artesanato tem dois tipos de pessoas:

1. as pessoas que ensinam, vendem seus materiais, são patrocinadas por empresas que fabricam os produtos e indicam esses produtos, pra isso, elas querem que a gente as siga e façamos o que elas ensinam.
Eu sigo várias e acompanho mais de perto algumas que eu gosto e admiro. E quando vejo uma peça que eu gosto de verdade, eu aproveito a ideia, faço e adapto para o que eu vou usar.
Geralmente quando eu faço isso, eu posto no Instagram (@tati.merino) e marco a artesã que ensinou.

2. as pessoas que vendem seus produtos
As pessoas que trabalham com a venda da peça e não ensinam, elas dedicam seu tempo criando, elaborando ideias, buscando originalidade, buscando mostrar coisas novas ao seu consumidor final, que é a pessoa que vai comprar a peça de biscuit que ela fez. Essas pessoas geralmente não gostam de ter suas peças copiadas.


Eu não vejo problema nenhum em aproveitarmos as ideias de outras pessoas, ou adaptar um produto que um cliente pediu.
Mas dando um toque especial e uma característica pessoal ao trabalho.

O que acontece é que se você coloca seu nome vinculado àquilo que você faz, a maioria dos seus seguidores serão pessoas do seu ramo, tentando ver o que você está vendendo pra fazer igual.

Quando eu comecei a vender pela internet, os produtos que eu vendia não tinha ninguém vendendo e quando tinha era maior e mais caro. Por este motivo, eu vendia mais. Depois de um tempo, as pessoas começaram a descobrir que aquilo vendia e faziam também, o que aumentou a concorrência.

Meu objetivo com essa publicação não é ser chata como vejo por aí, pessoas mais preocupadas em escrever : PROIBIDO CÓPIA em vez de atender seus clientes.
Meu objetivo é estimular você a aproveitar as ideias, tanto de quem está ensinando, de forma gratuita ou paga, mas buscar ideias originais que irão fazer com que você cresça na sua atividade por você.
O que vai te diferenciar não é você fazer melhor ou mais bonito algo que alguém já fez, mas você fazer algo que veio de dentro de você, da sua própria criatividade.
Isso além de te ajudar a se destacar no mercado, vai fazer com que você se sinta mais feliz com o que faz.

E se você é uma daquelas pessoas que segue pessoas do seu ramo só pra copiar, tente fazer diferente, tente ser diferente. Admire o trabalho do outro, mas procure ser criativo.
Você não é proibido de copiar minhas coisas, já falei sobre isso aqui no blog, tem espaço pra todo mundo. Mas queira conquistar o seu espaço e não tomar o espaço do outro.

Deus te abençoe
beijinhos da Tati





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